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Lady GaGa Elle Fev. 2010

28 de fevereiro de 2010

Depois de uma semana cheia (sendo assaltada na volta do colégio, indo em show tulmutuado e em véspera de prova multi disciplinar) eu tive um final de semana merecido de comprinhas e cinema. No meio dessas comprinhas, numa passada na Fnac eu acabei levando a ELLE desse mês que por acaso tinha uma reportagem sobre a “New York Doll”, Lady GaGa. Mas o que mais me chamou a atenção não foi a reportagem em si, pois não trazia muito mais do que todo mundo (ou quase todo mundo) já sabia sobre ela. O que me chamaram a atenção mesmo foram as fotos (são as mesmas do editorial pra ELLE com a Britney Spears e os filhos, não lembro de qual mês foi aquela edição). Infelizmente eu não consegui achar todas as fotos que estão na revista em lugar nenhum pra poder postar, mas pra ser bem legal, vou postar a reportagem! Espero que gostem e me perdoem pelo sumiço! Logo, logo eu e Celitcha (linda) vamos estar com um blog novinho pra vocês, mas enquanto isso segurem as pontas desse aqui com a gente!

“Nova Madonna? Ativista em defesa dos direitos gays? Uma maluca de olhos arregalados e figurinos esquisitos? Um novo produto de marketing? Herdeira do David Bowie dos anos 70? Lady GaGa é um pouco de tudo isso e é um tremendo fenômeno. Seu álbum de estréia, The Fame, saiu em 2008 com músicas superdançantes e poderia ter morrido poucos dias de ferveção depois – como em geral acontece. Mas não. Praticamente todas as suas faixas (Just Dance, Poker Face, Love Game e Paparazzi) se tornaram hits internacionais e alcançaram o número um no ranking da revista especializada Billboard (um feito raro para um trabalho de estreia). Talvez porque foi construído seguindo o modelo dos álbuns de rock do anos 60, em que cada música é um evento. O resultado foi um case. The Fame vndeu perto de 5 milhões de cópias no mundo inteiro e seu relançamento (The Fame Monster) bateu em dois dias todos os recordes de downloads, algo tão improvável quanto a paz no Oriente Médio. As faixas Bad Romance e Telephone, esta em dupla com Beyoncé, não pararam de tocar nas rádios e seus clipes bombam na TV e na internet.
Por mais absurdo qu possa parecer à primeira vista, Gaga não é só uma cantora bonitinha com uma boa voz à frente de uma superproduzida máquina de embalagem. Ela escreve suas próprias letras, toca seu próprio teclado (aprendeu de ouvido, aos 4 anos) e não usa playback nos shows. “Gaga mudou o cenário ao trazer a dance music para o centro da cena pop”, diz o blogueiro Perez Hilton. “Quando ela lançou seu primeiro CD, Just Dance, em abril de 2008, esse etipo de música não era mais tocado nas emissoras. Agora está em todo o lugar. Ela fez com que a pop music se tornasse excitante de novo, de um jeito que não se via desde Madonna”, completa. Muita gente, aliás, a tem comparado com a rainha do pop. Não é à toa que as duas foram convidadas pelo humorístico Saturday Night Live para encenar uma divertidíssima briga no palco.
Gaga inovou porque mistura em seus shows arte, moda, dança moderna e referências musicais. E isso desde os tempos em que fazia shows non-stop (que rolam 24 horas sem parar, em teatros decadentes de NYC) junto com um grupo de amigos conhecido como House of GaGa, formado por estilistas, desenhistas de moda, produtores, e seu coreógrafo, Laurieann Gibson. O resultado são performaces com toda força visual (e loucura fashion) que se possa imaginar. Entre suas aparições mais escandalosas está a apresentação no último MTV Vídeo Music Awards. Ela ganhou como artista revelação e, durante seu número, usou um top que explodia sangue fake. Os clipes não ficam atrás. Em Paparazzi, ela levanta de uma cadeira de rodas para andar depois de se livrar de sua cinta liga e, em Bad Romance, fuma ao lado de um esqueleto numa cama incendiada. Isso sem mencionar seus penteados exóticos (o cabelo loiro platinado já virou um elefante marrom, um megalaço, um chifre de unicórdio dourado), e seus figurinos, idem (ela já desfilou com uma cauda de urso polar, um colã vermelho com botas de vinil preto, um vestido de bolhas de plástico um bustiê em forma de cone, brilhante e assim por diante). A cereja do bolo é sua brincadeira frequente com os gêneros sexuais. Abusando da maquiagem e dos acessórios, ela entra com tudo no universo dos travestis e drag-queens.
É essa qualidade metade showbiz e metade arte que a aproxima do mundo da moda. O clipe Bad Romance tem design de Alexander Mcqueen. Miuccia Prada fez seus vestido para uma performace no Museu de Arte Contemporânea em Los Angeles. O artista plástico Damien Hist desenhou seu piano. “Amo Dolce&Gabana e Versace. Adoro roupas loucas, excêntricas. Eu posso não ter dinheiro para pagar o aluguel, mas tenho que estar f… glamourous!”, diz a cantora, com sua fala pontuada de palavrões. Todo esse agito fez com que Gaga virasse um mito instantâneo, mas é óbvio que não surgiu do nada nem nasceu pronta.
Para entender Lady Gaga, é preciso saber que ela cresceu em Manhattan. Crianças que vivem nessa ilha de 20 km de comprimento, repleta de arranha-céus e povoada por 1,6 milhão de pessoas, são no mínimo diferentes. Não é fácil desenvolver personalidade própria nesse cânion de aço e concreto, onde um verdadeiro rolo compressos massifica neuroses, ambições, cultura e informação de moda. Em resumo: uma verdadeira fábrica de loucos.
Quando marquei a entrevista, Lady Gaga queria me encontrar em um restaurante no Upper West Side para mostrar o bairro onde morou com os pais, descendentes de italianos, e a irmã, seis anos mais nova, e onde estudou na escola do Convento Sagrado Coração. Ela chegou a bordo de um poderoso SUV Cadillac Escalade usando uma roupa completamente errada para o lugar e a ocasião: capa masculina Yves Saint Laurent vintage, um traje de Thierry Mugler, um casaco preto anos 90 jogado nos ombros e sapatos plataforma. Nos olhos, enormes cílios postiços em cima e embaixo. Dentro de uma malinha de viagem um cãozinho da raça shiba inu, que ela escondeu rapidamente sob a mesa. Pela camaradagem com os garçons, ficou claro que ela conhecia o lugar desde garota. Além disso, já esteve do outro lado do balcão, trabalhando como atendente em outros restaurantes. “Eu era boa nisso. Contava histórias para todo mundo e vivia de salto alto. Afinal, é quase como uma performace. Ganhava altas gorjetas”, lembra.
Nascida Stefani Joanne Angelina Germanotta, em 1986, Lady Gaga sem quis ser artista. Seu pai dirige seu próprio negócio vendendo wi-fi para hotéis. Sua mãe também trabalha em telecomunicações. Ganhavam bem o suficiente para pagar o Sagrado Coração de Jesus (onde havia gente do naipe de Caroline Kennedy e Nick Hilton, irmã de Paris Hilton) . Não eram ricos, mas viviam bem pelo padrão de Nova York. Aos 17 anos, Stefani foi aceita pela Tisch School of the Arts, da prestigiada Universidade de Nova York, mas caiu fora depois de um ano. Por alguns meses, seu pai a ajudou, pagando um aluguel também no Lower East Side, mas parou assim que ela conseguiu um trabalho e se virou sozinha.
Gaga trabalhou um tempo como gogo girl, mas foi fazendo shows de hard rock com uma banda e números de teclado num clube local que ela começou a andar com artistas e conheceu o produtor Rob Fusari (do Destiny’s Child), que lhe deu o nome de Gaga porque ela lembrava a canção do Queen Radio Ga Ga. O nome deu sorte e logo ela começou a adicionar elementos burlescos a seu show (como acender o G de seu nome com fogo) até que o produtor Vicent Herber, que tinha trabalhado com Stevie Wonder, viu um vídeo dela, voou para Los Anges e, em 24 horas, fez com que ela assinasse um contrato. O resto, o raking da revista Billboard explica.
Uma das coisas mais fascinates sobre Lady Gaga é a maneira como ela está determinada a dominar as forças da mídia que parece comer jovens talentos no breakfast e cuspilos antes da hora do almoço. Chamar seu álbum de The Fame é uma atitude audaciosa. A fama, aliás, é um tema que ela revisita em seus clipes e nas canções, sempre em performances malucas, que a mostram morrendo e ressuscitando do nada. “Sinto que, ao mostrar a minha morte artisticamente para o público, desmistifico um pouco da minha própria lenda”, explica a nova star pop. De um jeito bem louco e totalmente Lady Gaga”

xoxo

Ana

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